Elisa Rocha · responda no Eagle para aprovar










Ninguém conta o xixi que escapa como um gasto. Mas ele cobra todo dia. Cobra quando você deixa seu filho pular sozinho na cama elástica. Quando segura a gargalhada no meio da roda de amigas. Quando cruza as pernas antes de espirrar, já no automático. Cobra no protetor diário que virou item fixo da bolsa e na calça escura escolhida pra garantir. E cobra principalmente no medo de sair sem saber onde fica o banheiro. Escape ao rir, tossir ou pular é comum depois da gestação. Comum não quer dizer normal pra sempre. O assoalho pélvico é um músculo, passou por tudo junto com a sua barriga e pode ser avaliado e treinado. Temos alunas que conseguiram voltar a brincar com os filhos sem ficar pensando no xixi. O primeiro passo de todas foi parar de esconder e procurar avaliação. Salva este post e usa os cards 3, 5 e 6 como lista pra contar na sua avaliação tudo o que o escape já te tirou.










O bebê cresceu, as roupas de grávida foram pro fundo do armário, mas a barriga continua lá. Se você se olha no espelho e ainda vê aquela pochete, não é falta de força de vontade. Muitas mulheres passam meses fazendo dieta e abdominal achando que o problema é gordura. E se frustram porque a barriga mole e o avental sobre a cicatriz da cesárea não mudam. Em muitos casos existe uma coisa por trás disso: a diástase abdominal. Na gestação, os músculos da frente da barriga se afastam para dar espaço ao bebê, e a linha do meio fica mais frouxa. Algumas mulheres seguem assim depois do parto. Por isso o abdominal tradicional nem sempre é o melhor ponto de partida. O cuidado começa entendendo como está o seu corpo, trabalhando respiração, musculatura profunda e assoalho pélvico, com avaliação de uma profissional. Temos alunas que conseguiram voltar a se olhar com carinho. Cada corpo tem o seu tempo, e o primeiro passo é parar de se culpar. Agora me faz um favor: manda este post para aquela amiga que acha que a barriga dela não volta mais. Ela precisa ler isso hoje.